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Dor Toracolombar pode prejudicar a perfomance do seu cavalo

A dor e a sensibilidade na coluna podem ser responsáveis pela redução na performance de qualquer cavalo atleta.

Em diversos casos, proprietários e treinadores podem ainda observar mudanças comportamentais, sensibilidade à escovação da região da coluna, relutância em executar determinados movimentos e até mesmo a impossibilidade de selar e montar alguns animais.

 

Um estudo conduzido na Holanda comprovou que existe uma forte associação entre claudicação e problemas toracolombares: 74% dos cavalos com dor lombar claudicavam e 32% dos cavalos que apresentavam claudicação, também tinham dores na coluna. Essa associação existe, pois uma lesão específica pode gerar disfunções biomecânicas capazes de afetar outros segmentos do corpo do cavalo.

 

Ao avaliar um animal, o veterinário tem como objetivo confirmar a presença de dor na coluna e identificar a região na qual o desconforto está localizado. Em alguns casos a dor não está focalizada em apenas um ponto ou segmento da coluna, mas difusa e generalizada. As principais etapas da avaliação incluem: inspeção (observa-se o alinhamento da coluna, presença de atrofia de grupos musculares específicos, edema e perda de pelos na região da sela); palpação (avalia-se novamente o alinhamento da coluna, a consistência dos músculos, temperatura e busca a presença de massas, fibrose, sensibilidade ou desconforto); os testes de mobilidade (avaliam a amplitude dos movimentos de extensão, flexão e rotação da coluna e se o cavalo manifesta dor durante algum tipo de manobra) e o exame em movimento, enquanto o cavalo caminha, trota ou galopa (avalia-se a mobilidade do cavalo em linha reta e em círculos) 

 

As principais lesões que causam dor toracolombar em cavalos Quarto de Milha são:

 

Osteoartrite intervertebral: inflamação da articulação entre duas vértebras. Esse tipo de lesão é resultado da carga aplicada sobre os processos articulares durante os movimentos normais que cada esporte exige do cavalo.

Kissing spines: ocorre quando os processos espinhosos dorsais – porção mais alta das vértebras – de duas ou mais vértebras se tocam ou se sobrepõe, geralmente em decorrência do movimento de rotação e extensão da coluna.

Desmites supraespinhosas: são inflamações e lesões dos ligamentos localizados sobre as vértebras. Podem ser consequência do trauma direto causado pela sela mal ajustada ou do trabalho do cavalo em posição de flexão da coluna.

Desmites interespinhosas: são inflamações e lesões dos ligamentos localizados entre as vértebras, muito exigidos na manutenção da estabilidade da coluna.

Atualmente o veterinário possui recursos e ferramentas para o diagnóstico das lesões da coluna toracolombar que vão além do exame clínico. O uso da radiografia, ultrassonografia e termografia a campo tem se tonado cada vez mais frequente, possibilitando a realização de diagnósticos precisos e aumentando as chances de sucesso no tratamento.

 

Existem diversas opções de tratamento para as afecções toracolombares. De acordo com o diagnóstico, o veterinário pode utilizar uma ou mais associações das seguintes terapias: infiltrações peri e intrarticulares, mesoterapia, fisioterapia, quiropraxia, shock-wave, entre outros.

 

As respostas do cavalo durante a avaliação da coluna variam entre indivíduos. Alguns são mais sensíveis e reativos, enquanto outros mais resistentes aos exercícios e manobras. A interpretação correta destas respostas é essencial para o diagnóstico e depende diretamente da experiência do veterinário. Da mesma forma, achados dos exames de raio-x, ultrassom e termografia devem ser interpretados com senso crítico e sempre associados às manifestações clínicas das possíveis lesões.

 

 

Por Alfredo Pocci Ferri, médico veterinário especializado em Medicina Esportiva de Equinos de Alta Performance/Ana Claudia Gorino, Medica veterinária especialista em Ortopedia Equina

Serviço: Clínica Pro Equus

e-mail: clinicaproequus@gmail.com

Artigo publicado na Revista Quarto de Milha - Edição 241

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